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Publicado em 13 Junho 2012

O Mapavox no ensino da geografia para deficientes visuais

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Imagem ilustrativa do Mapavox. Para facilitar o ensino da geografia para alunos cegos ou com baixa visão, a professora Maria Isabel Castreghini de Freitas*, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), câmpus Rio Claro, desenvolveu, em um projeto coordenado por ela e mais três docentes da Universidade, o software Mapavox, que visa auxiliar estudantes com deficiência visual por meio da emissão de sons em objetos educacionais (mapas, jogos, maquetes) que são utilizados em sala de aula.

O projeto - desenvolvido desde 2000 quando as primeiras maquetes táteis foram elaboradas no Centro de Análise e Planejamento Ambiental da Unesp - tem como principal objetivo adaptar estes materiais táteis de modo que se mostrem mais integrados. “Assim, os alunos com deficiência visual podem ter maior participação em sala de aula”, completa Freitas.

O Mapavox foi elaborado em parceria de José Antonio dos Santos Borges** que criou o primeiro sistema para auxiliar pessoas com cegueira a usarem computador, o Dosvox. O programa de computador Mapavox permite que recursos sonoros sejam inseridos nas maquetes, mapas, jogos e outros materiais didáticos desenvolvidos pelo projeto ou não. “O software vem no sentido de auxiliar o ensino da Geografia, complementando as informações obtidas por via oral, pela leitura em braile e tato com a audição, para explorar as possibilidades de aprendizagem” relata Freitas.
Depois que os materiais são desenvolvidos em laboratórios, são levados para escolas colaboradoras para que possam ser aprimorados com o auxílio de estudantes e dos próprios professores. Como o programa não é autoexplicativo, é necessário fazer um curso de formação com a equipe para aprender como utilizá-lo. Após isto, o Mapavox é gratuitamente ofertado para o uso do professor.

“Já foram realizados diversos cursos de formação para professores ao longo desses anos, o próximo está previsto para novembro do ano de 2012”, destaca a coordenadora do projeto.

De acordo com a professora Elisa Tomoe Moriya Schulünzen, Dra. em Educação e Currículo pela PUC, docente do departamento de Estatística e pesquisadora na área da Educação Inclusiva na Unesp, esta é uma iniciativa importante na busca pela inclusão dos Estudantes Público Alvo da Educação Especial. O software é de grande valia uma vez que envolve pesquisa e formação, com a participação direta das pessoas com deficiência visual e o contexto escolar para a melhoria do seu uso.

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*Professora livre docente do Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento (DEPLAN) do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp – Rio Claro.
** Pesquisador do Instituto Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)


Mais informações pelo email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

Soraia Marino – NEaD
(foto: divulgação)
Fonte: Agência Fapesp



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