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Publicado em 02 Abril 2019

Unesp participa do Dia Mundial de Conscientização do Autismo

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Alunos de Fonoaudiologia vestem o azul para sensibilização ao tema em ação do LEALI

Por Dra. Andrea Regina Nunes Misquiatti - Fonoaudióloga - Docente do Departamento de Fonoaudiologia

No dia 2 de abril, é comemorado o “Dia Mundial da Conscientização do Autismo”, também cunhado como o “Abril Azul”. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas em 18 de dezembro de 2007 para conscientização acerca desse transtorno e também para alertar a sociedade e governantes, ajudando a derrubar preconceitos e esclarecer a população. 

Visando apoiar essa causa, o Laboratório de Linguagem Infantil (LEALI) reuniu todos os graduandos do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), da Unesp de Marília, para celebrar essa data e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e atendimento de qualidade para as pessoas com autismo.

A data serve para ajudar a conscientizar a população mundial sobre o Autismo, um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo e aproximadamente mais de 2 milhões no Brasil.

Ao longo dos anos, a classificação do autismo sofreu mudanças quanto a classificação e nomenclatura. Hoje, o Transtorno do Espectro Autista, ou TEA, engloba uma série de níveis, leves, moderados ou severos. Este quadro é mais comum no sexo masculino, o que justifica a utilização da cor azul como símbolo desse movimento. 

A rede CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), dos Estados Unidos, publicou um novo relatório sobre a prevalência de TEA e mostrou um aumento de 15% no número de crianças em relação aos dois anos anteriores. Isso significa um caso para cada 59 crianças (estimativas de 2014, divulgadas agora) contra um em cada 68 (estimativas de 2012, divulgadas em 2016).

As causas do autismo ainda são desconhecidas, sugerindo-se aspectos de hereditariedade, genética e fatores ambientais. Os sintomas costumam apresentar-se antes dos três anos de idade, sendo possível um diagnóstico por volta dos 18 meses. Entre eles, destacam-se pouco contato visual, dificuldades de interação social, exploração peculiar de objetos ou brinquedos, movimentos rítmicos com o corpo (como balanceios ou movimentos com as mãos), reação exagerada a estímulos sensoriais como dor, luz e som, textura da roupa ou calçado, apego a rotina, acessos de ira às mudanças de hábitos, falta de noção de perigo, onde tais características podem alterar-se durante o curso do desenvolvimento. 

Com o aumento da conscientização da classe médica e da população em geral, casos que recebiam outros diagnósticos começam a encaixar-se no de TEA. Outro fator é que o próprio conceito de TEA mudou: antes os sintomas eram mais clássicos, hoje temos casos em que fica difícil saber se a criança está dentro do espectro autista ou se apresenta apenas uma dificuldade de comunicação e uma pobre interação social. Assim, crianças que anteriormente chegavam para terapia com quase cinco anos de idade, hoje já nos procuram com suspeita de autismo aos 18 meses de idade. Isso é extremamente positivo, porque permite a intervenção precoce em três frentes: na clínica, na escola e na família.

Deve-se salientar que o diagnóstico é inteiramente clínico, e deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo, ou seja, não há exames laboratoriais que venham diagnosticar uma pessoa com autismo. Entretanto, o diagnóstico precoce possibilita um melhor prognóstico, o que pode propiciar ganhos sociais, educacionais ou vocacionais.

Sinais de Alerta

Embora os sinais para o transtorno ficarem mais nítidos após os três anos, alguns indicativos podem servir de alerta, como, por exemplo, o bebê permanecer muito quieto no berço, sem reagir aos estímulos, evitar o contato visual com os pais, não acompanhar com os olhos algo que o adulto está lhe mostrando, um bebê muito irritado ou quieto demais e o atraso na aquisição e desenvolvimento de linguagem. Também preferem brincar sozinhos, com partes de brinquedos ou objetos estranhos, gostam de objetos giratórios e pegam na mão do adulto quando querem algo ao invés de apontar ou falar. Existem casos também onde a criança apresenta uma regressão no desenvolvimento. Por exemplo: a criança se desenvolve bem até um ano e meio e após essa idade, para de sorrir ou de se comunicar.

Alguns cuidados podem ser importantes para um melhor desenvolvimento, como organizar a rotina diária de maneira funcional, promover situações comunicativas em contextos sociais, falar de maneira clara e direta e antecipar situações que causam estresse ou mudança de rotina.

Laboratório de Linguagem Infantil (LEALI)

O LEALI, do Centro Especializado em Reabilitação (CER) e do Centro de Estudos da Educação e da Saúde (CEES) da Unesp de Marília, atende semanalmente cerca de 25 crianças com TEA em terapia fonoaudiológica e seus familiares e procura realizar pesquisas, eventos e levar informação à população priorizando a identificação precoce deste transtorno e o atendimento terapêutico o mais breve possível. Assim, mediante qualquer suspeita sobre desenvolvimento do seu filho, procure um especialista.

Matéria original no Portal Unesp

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