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Publicado em 02 Junho 2017

Especialização em Educação Especial: professores da rede municipal de educação encerram curso com defesa de trabalho acadêmico

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Escrito por Vanessa Krunfli Haddad

No início de junho, 180 professores da rede pública municipal de São Paulo encerraram um importante ciclo de sua formação em serviço. No sábado, dia 3, eles estiveram no Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para defender seus Trabalhos Acadêmicos de Conclusão de Curso. Durante um ano e três meses, esses educadores dos ensinos Fundamental e Médio participaram de um entre os dois Cursos de Especialização em Educação Especial oferecidos pelo NEaD/Unesp, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo. Uma especialização enfatizou as Altas Habilidades/Superdotação, enquanto a outra enfocou a Deficiência Auditiva/Surdez.

“O principal objetivo desta iniciativa foi capacitar os professores da rede para o trabalho com os estudantes público-alvo da Educação Especial, suprindo uma demanda por formação continuada e em serviço para aprimoramento e adequação das práticas pedagógicas às políticas públicas de inclusão e de uso de tecnologias educacionais”, explica Maria Luiza Ledesma Rodrigues, designer educacional dos cursos.

Os cursos foram oferecidos no modelo de Educação Híbrida (a distância com encontros presenciais), ideal para profissionais que possuem uma rotina mais agitada e não dispõem de tempo para deslocamentos físicos diários. Os encontros presenciais, sempre agendados aos sábados, garantiram a troca de experiências com os professores autores das aulas e o contato pessoal com tutores e colegas.

Metodologia

A abordagem CCS – Construcionista, Contextualizada e Significativa - permeou a estruturação dos materiais didáticos e atividades tanto no Ambiente Virtual de Aprendizagem quanto nos encontros presenciais. O trabalho dos tutores no meio digital e as orientações para os estágios em escolas da rede municipal também seguiram essa metodologia.

“Todas as estratégias educacionais são elaboradas de maneira que o cursista construa o próprio conhecimento desenvolvendo projetos de seu interesse”, afirma a professora Maria Cândida Sores Del-Masso, coordenadora do curso de especialização em Educação Especial com ênfase em Altas Habilidades/Superdotação. “O aprendizado é contextualizado porque as atividades propostas são ligadas diretamente ao cotidiano do professor, o que lhe impulsiona a atribuir valor ao conhecimento adquirido, a entender que há um propósito, um significado naquilo que o curso lhe oferece”, completa a professora Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, coordenadora do NEaD/Unesp.

Na fase final, após terminarem as disciplinas e os estágios, os cursistas produziram um artigo científico, contando com acompanhamento a distância de orientadores (professores especialistas em Educação Especial). Agora, com os artigos finalizados e aprovados, irão defender seus trabalhos, apresentando-os na forma de pôster. As bancas avaliadoras dessa última atividade são compostas pelos próprios orientadores, que analisarão os pôsteres de cursistas que não estiveram sob sua orientação, por docentes externos convidados e pelos profissionais da Divisão de Educação Especial da SME.

A defesa dos trabalhos acadêmicos 

369e292c a38b 45e0 b7df 75217ca143e1Este foi o segundo e último grupo a fazer a defesa. No dia 06 de maio, os primeiros 180 docentes passaram pelo processo. Silvana Drago, diretora da Divisão de Educação Especial da SME, foi responsável pela avaliação de 90 pôsteres nessa data. E constatou “muita qualidade, com abordagens inovadoras e relacionadas à realidade prática de cada um”. Silvana ressaltou a diversidade de formações, funções e locais de trabalho dos cursistas e como essa pluralidade contribuiu para o enriquecimento das pesquisas acadêmicas. “Avaliei os pôsteres de professores da sala de aula regular, das salas de recursos multifuncionais, do Atendimento Educacional Especializado realizado nos Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão, da Educação Infantil. São docentes de várias disciplinas, além de coordenadores pedagógicos e diretores de escola. Isso resultou em diferentes olhares sobre a mesma temática, com reflexões e questões pertinentes aos papéis desempenhados. Cada educador, em sua área, repensou sua atuação e procurou maneiras de contribuir para a Educação Especial e inclusiva”, conta.

O uso contextualizado dos conhecimentos adquiridos é um dos principais objetivos dos cursos de especialização. “Orientamos o desenvolvimento de pesquisas que reflitam a prática profissional e possam ser aplicadas a ela”, explica a professora Maria Cândida. “Não qualificamos visando apenas uma evolução na carreira docente. O educador deve devolver ao mercado de trabalho o aprendizado que foi construído durante o curso”, assegura.

A valorização das realidades dos professores e de seus ambientes profissionais esteve presente desde a concepção dos cursos. “A Unesp manteve-se aberta às especificidades da rede de educação municipal antes de preparar esses cursos. Esse é o diferencial: pensar na formação ouvindo a rede, conhecendo as políticas públicas”, diz Ana Paula Ignácio, assistente técnico-educacional da SME, que também participou da banca de avaliação dos pôsteres.

Quem esteve presente na defesa dos trabalhos acadêmicos do primeiro grupo viu cursistas entusiasmados, participativos, colaboradores. “Foi bom assistir aos professores como protagonistas de seu percurso de aprendizado. Eles mostravam satisfação e emoção, queriam contar o processo, davam sugestões para a política do município”, lembra Silvana. “Era possível notar uma mudança neles. Não foi algo técnico, o curso teve um significado”, conclui. Sueli de Lima, assistente técnico-educacional da SME, também percebeu o envolvimento dos educadores enquanto integrava a banca de avaliação. “Eles estão se sentindo diferentes, dizem que têm outro olhar“, afirma.

O segundo grupo de cursistas mostrou a mesma empolgação.  Para os avaliadores, eles falaram não só do processo da pesquisa, mas dos desafios vencidos.  Após a defesa, posaram felizes para fotos com colegas, orientadores e familiares.

 

Texto atualizado em 05 de junho de 2017

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