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A professora Elisa, de cabelos escurso na altura do ombro e vestido de manda curta posa na sacada do NEaD.Especial sobre o assunto foi publicado no Jornal Unesp de julho


Há mais de 15 anos a pesquisadora Elisa Tomoe Moriya Schlünzen atua nas áreas de Tecnologias aplicadas à Educação e Educação Especial e Inclusiva. Doutora em Educação, atua no Núcleo de Educação à Distância da Unesp como coordenadora acadêmica do Programa Redefor e está a frente das diversas iniciativas da Unesp em prol da acessibilidade na Educação a Distância.

NEaD: Quando você começou a trabalhar com a temática da inclusão na Unesp?
Elisa: Em 1997, com o inicio de minha tese de doutorado que defendi em 2000 sob o título “Mudanças nas Práticas Pedagógicas do Professor: Criando um Ambiente Construcionista, Contextualizado e Significativo (CCS) para Crianças com Necessidades Especiais Físicas”. Com meu retorno ao FCT/Unesp, pude criar o Grupo de Pesquisa Ambientes Potencializadores para a Inclusão em 2003, que utilizava um laboratório didático de informática da unidade para acompanhar e estimular a aprendizagem de pessoas com deficiência. Os projetos de extensão e pesquisa eram executados por discentes de cursos como Pedagogia, Matemática, Educação Física e Estatísica, bem como pós-graduandos, mestres e doutores.

N: Qual era o público-alvo desse acompanhamento e como ele se caracterizava?
E: Acompanhávamos crianças, jovens e adultos de 5 a 45 anos. O trabalho consistia em usarmos Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação e Tecnologia Assistiva em uma proposta pedagógica baseada no Trabalho com Projetos, onde discentes, com meu apoio, definiam estratégias pedagógicas para serem aplicadas junto a essas pessoas com deficiência. As estratégias baseavam-se na elaboração de um projeto usando tecnologia, onde os estudantes indicavam o que tinham vontade de realizar, e foram baseadas no Ambiente CCS, que desenvolvi durante o doutorado. Além disso, recebíamos educadores de outras cidades que também trabalhavam com a temática, e com a parceria tínhamos oportunidade de compartilhar estudos e experiências sobre o assunto.

N: Após a fase de estudos e reflexão, como a questão da acessibilidade se encaminhou?
E: Ao longo desses anos fomos pleiteando recursos e conquistamos a construção do Centro de Promoção para Inclusão Digital, Escolar e Social (CPIDES) no FCT, cuja estrutura física e pedagógica permite o desenvolvimento de pesquisas desde 2011. No local temos um espaço adequado e focado no acompanhamento dessas pessoas, onde são disponibilizados materiais tecnológicos e pedagógicos, Sala de Recursos Multifuncionais, Tecnologia Assistiva e bolsas de estudo. Por meio dessas bolsas temos a possibilidade de pesquisar assuntos como a acessibilidade para a web e a produção de materiais didáticos para cursos a distância.

N: Em que ano isso acontecia e quais eram esses cursos?
E: Desde 2008 - antes da criação do CPIDES - ano em que iniciamos a primeira edição do curso de extensão“Tecnologia Assistiva Projetos e Acessibilidade: promovendo a Inclusão Escolar”; que foi um projeto vinculado ao MEC para professores da Educação Básica do país, desenvolvido no âmbito da UAB. Esse curso durou até o 2013 com seis edições realizadas, nas quais foram matriculados professores que apresentavam deficiências como baixa visão ou cegueira. E era muito inquietante notar que havia barreiras nos materiais e no Ambiente Virtual de Aprendizagem que dificultavam a formação desses profissionais.

N: Como vocês enfrentavam essas dificuldades?
E: Fazíamos o que podíamos. Colocávamos profissionais da equipe para auxiliá-los a distância e presencialmente. Utilizávamos o Skype para conversar ao invés do próprio Ambiente Virtual de Aprendizagem e adaptávamos os vídeos, inserindo uma pequena janela de Libras no canto da tela e uma legenda mais literal – o que hoje sabemos não ser o ideal. Paralelamente, escutávamos os cursistas para saber o que era preciso melhorar e iniciávamos estudos e pesquisas nas áreas apontadas. Com isso, pudemos dar continuidade ao estudo de padrões e tecnologias que atendessem de fato a todas as pessoas e, atualmente, aplicamos todo esse conhecimento no NEaD da Unesp, local em que atuo como coordenadora acadêmica dos cursos de Educação Especial e Inclusiva do Redefor.

N: Hoje podemos dizer que a Unesp encontrou o caminho para a acessibilidade na web e nos cursos a distância que oferta?
E: No Brasil, poucas universidades tem essa preocupação, então podemos dizer que a Unesp é uma das pioneiras na busca por acessibilidade em EaD e que tornou-se uma referência nacional. Sabemos que estamos no rumo certo, mas precisamos lembrar que esse é um caminho que nunca terá um fim. O número de pessoas com deficiência incluídas nas escolas públicas está aumentando a cada ano, então quanto mais pesquisarmos e estudarmos, mais condições e meios teremos para aprimorar as tecnologias já existentes e desenvolvermos novas ideias.

Entrevista: Soraia Marino - NEaD
(Foto: Dalner Palomo)

 

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