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Publicado em 08 Dezembro 2016

Ações para acessibilidade e inclusão no Ensino Superior destacam-se no Reimagine Education 2016

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Déborah Zaduzki, doutoranda da FCT/Unesp e professores Elisa Tomoe Moriya Schlünzen e Klaus Schlünzen Junior, do NEaD e do Departamento de Estatística da FCT/Unesp

“Concorremos com as melhores universidades do planeta e fomos reconhecidos. Com todas as dificuldades de nosso país, acredito que fizemos bastante. E vamos em frente, porque ainda há muito a fazer”.  Emocionado, Klaus Schlünzen Junior, coordenador do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) e professor do Departamento de Estatística da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp , comemorou o bronze, entre as universidades da América Latina, no prêmio Reimagine Education 2016.

Organizado pela  University of Pennsylvania, dos Estados Unidos, o prêmio visa identificar as abordagens mais inovadoras no ensino superior para melhorar a aprendizagem e a empregabilidade dos estudantes.  Intitulado Accessibility and Inclusion in Higher Education: Digital Information and Communication Technologies and Assistive Technology, o trabalho premiado descreve as ações do NEaD em conjunto com o  Centro de Promoção de Inclusão Digital, Educacional e Social (CPIDES) da FCT/Unesp.  Ele  detalha as tecnologias empregadas para a construção de ambientes virtuais de aprendizagem acessíveis ao público-alvo da educação especial (pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual ou física; com transtornos globais do desenvolvimento ou com altas habilidades/superdotação). E também as metodologias pedagógicas associadas a essas plataformas educacionais, visando à inclusão e o desenvolvimento de todos os estudantes. 

   “Destacamo-nos em meio a outros excelentes projetos de renomadas instituições, como o Instituto Tecnológico de Monterrey e as universidades de Stanford, Princeton, Berkeley e Johns Hopkins. Estamos no caminho certo e sabemos que temos muito a avançar”, avalia Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, especialista em educação inclusiva do NEaD e professora do Departamento de Estatística da FCT/Unesp. 

     Os 120 projetos finalistas foram apresentados nos dias 5 e 6 de dezembro, na Filadélfia, nos Estados Unidos, durante a conferência Reimagine Education 2016. Um grupo internacional de 40 juízes escolheu estas propostas entre, aproximadamente, 600 enviadas para concorrer à premiação.  

A metodologia que se destacou internacionalmente

     O NEaD e o CPIDES trabalham trabalham pela inclusão e acessibilidade mediante a educação presencial, híbrida ou a distância. Para proporcionar um processo de aprendizagem compatível com o estudante do século XXI, ambos associam o uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) a uma abordagem pedagógica Construcionista, Contextualizada e Significativa (metodologia CCS). “As novas tecnologias permitem o estabelecimento de redes de comunicação que podem potencializar as qualidades dos seres humanos e desenvolver suas habilidades e competências”, explica o professor Schlünzen.

     “Estas mesmas tecnologias auxiliam o estudante a aprender por meio do desenvolvimento de um projeto específico, com mediação do professor. Assim, esse estudante constrói o próprio conhecimento, contextualizando-o de acordo com sua realidade e vivenciando a aplicação de conceitos durante a resolução de problemas de seu interesse, o que confere significado à aprendizagem”, completa. Junto à metodologia CCS, está a abordagem Estar Junto Virtual, que evidencia a importância da ação do professor, acompanhando as atividades do estudante, interagindo com ele e auxiliando-o na construção do conhecimento. 

     Quando o objetivo é a inclusão efetiva e o desenvolvimento dos estudantes público-alvo da Educação Especial, soma-se, às estratégias citadas, outro recurso: a Tecnologia Assistiva, presente nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem do NEaD/Unesp. São elas que permitem aos estudantes com deficiência auditiva assistirem aos vídeos educacionais com legendas e Língua Brasileira de Sinais (Libras), enquanto aqueles com deficiência visual podem contar com a audiodescrição  e/ou com ajustes que facilitam a visualização das letras e imagens (no caso de estudantes com visão subnormal). As plataformas educacionais são autoconfiguráveis, possibilitando que o usuário as adapte de acordo com suas necessidades.

      “Em todos os cursos que oferecemos, visamos romper as barreiras causadas pela inadequação de ambientes digitais, materiais didáticos e metodologias pedagógicas”,  enfatiza a professora Elisa Schlünzen. Ela ressalta outra importante missão do núcleo: “nossa meta é expandir essa educação acessível a todo o país, seguindo os princípios do Desenho Universal. Por isso, investimos na formação de professores, oferecendo-lhes conhecimento sobre como ensinar de maneira inclusiva, desde a educação infantil até a superior”. 

Parcerias e resultados 

     O NEaD atua em parceria com o CPIDES da FCT/Unesp, que desen  volve pesquisas e cursos voltados ao monitoramento e formação de estudantes da Educação Especial de diversas faixas etárias, assim como forma professores para o trabalho com esse público-alvo . De 2007 a 2013, houve a formação de 5832 professores de 25 estados brasileiros, em nível de aperfeiçoamento, por meio de seis edições do curso Tecnologia Assistiva, Projetos e Acessibilidade: promovendo a inclusão. 

     Juntamente com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), o NEaD formou 992 professores na primeira edição do Curso de Graduação Semipresencial em Pedagogia. No momento, a segunda edição do curso está em andamento, em uma realização conjunta com a Universidade Aberta do Brasil. Em 2017, haverá a terceira edição. 

     Através da Rede São Paulo de Formação Docente (Redefor)  da Secretaria de Estado da Educação, o núcleo realizou sete cursos de especialização em Educação Especial e Inclusiva, com  1.600 vagas para professores e gestores do estado. 

     Os resultados não se medem apenas por números, mas por mudanças em políticas públicas decorrentes da colaboração do NEaD com órgãos estaduais e federais, pelo depoimento dos cursistas e pela solicitação de novas parcerias por parte universidades e institutos educacionais.  

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