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Índios Guaranis participam de debate sobre a história do Brasil

Índios e cursistas do Polo Barra Funda reunidos no auditório para a realização do debate

Os indígenas falaram para alunos da Unesp/Univesp, no dia 16 de agosto, sua visão sobre a história do país

 

Dez índios Guaranis participaram do evento "Uma outra história do Brasil contada a partir da perpectiva indígena" e puderam mostrar aos cursistas de graduação semipresencial em Pedagogia da Unesp/Univesp, Polos Barra Funda e Ipiranga, suas tradições, danças, língua e seus relatos sobre as origens das terras brasileiras. A ação foi realizada em 16 de agosto no Polo Barra Funda.

 

"Você ouve os professores em sala de aula dizendo que o Brasil foi descoberto em 1500 pelos europeus, mas nós temos uma visão diferente, pois essas terras já perteciam aos povos nativos. Portanto é importante que todos conheçam nossa versão dos fatos para terem uma visão mais ampla e crítica”, explicou o cacique Timóteo, da aldeia Tenonde Porã. Atualmente os cursistas estão estudando a disciplina de História no curso Univesp.

 

O evento organizado pelo orientador de disciplina, Gustavo Killner, com o apoio da professora Patrícia Zuppi, do Programa Vocacional da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) de São Paulo, além de um debate, teve a exibição do documentário "Yvy Rupa - A terra é uma só! Visões Guarani da história da América", de Jera Guarani e Gianni Puzzo e a apresentação do Xondaro, uma dança Guarani que tem como objetivo levar o homem - a partir da apresentação de seis etapas que representam os seis sentidos - à busca do sétimo sentido trabalhando basicamente com movimentos do corpo. “Depois da apresentação do Xondaro nós iniciamos o debate. As questões foram diversas: desde a organização política dos indígenas até como trabalhar com as questões e a cultura indígena na escola”, relatou Killner.

 

Para o cursista Jorge Titon o evento foi uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais a rica cultura do país. “A presença de representantes de uma aldeia Guarani permitiu que todos tenham uma visão da nossa história que não é comumente reproduzida pela grande mídia”, disse Titon.

 

Com o evento o professor Killner espera que os cursitas que participaram do debate possam contribuir para a formação do cidadão mais crítico e ativo. “É importante dar voz aos índios para que eles relatem a própria história, porém o grande desafio é desenvolver alunos mais críticos dentro de sala de aula”, finalizou o professor.

 

Dalner Palomo – NEaD
(texto e foto)